A
partir das principais ideias propostas pelo autor do texto “o modelo dos
modelos”¹, a prática do Sr. Palomar ( personagem central ) acerca da construção
de um modelo “perfeito” não resistiu a realidade dos fatos. A prática das
pesquisas demonstra-nos a necessidade de processos adaptativos dos modelos a
depender do sujeito/objeto a ser estudado, de tal forma que considerando o
desuso padrão o resultado possa estar o mais próximo possível da realidade
estudada, possibilitando novas pesquisas, observando o modelo pelo qual o estudo
foi feito e se o resultado está convergente com o esperado. Caso contrário só
nos resta o que é indicado a Palomar: apagar da mente os modelos e “os modelos
de modelos.”²
Fazendo
relação com a funcionalidade do Atendimento Educacional especializado (AEE) a
Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva³,
diz que “é um serviço que identifica, elabora, organiza recursos pedagógicos e
de acessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação dos
alunos, considerando suas necessidades específicas”, mas para a construção do
plano do AEE é preciso ter claro a natureza do problema apresentado pelo
sujeito do estudo e os encaminhamentos a ser dados. Ressaltando que para cada
caso, mesmo que apresente o mesmo tipo de deficiência, o plano deve ser
individualizado feito não em cima da deficiência em si, mas nas potencialidades
e fragilidades vindo a suprir as limitações impostas pela deficiência. Dessa
forma “ o AEE planeja e executa suas intervenções dentro de quadros
identitários móveis individualizados, suscetíveis a influências do meio, que
não estão restritos a características previamente descritas, diagnósticos e
prognósticos implacáveis.”4
Por
isso a relevância em desconstruir os conceitos definidos, para construir novos
modelos que apresente resultados efetivos as condições concretas do sujeito da
pesquisa resistindo a realidade dos fatos.
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¹-
Curso de formação continuada de professores para o AEE. UFC/SECADI/UAB/MEC.Versão
2013, “O modelo dos modelos”, ítalo Calvino, 1aS AEE metodologia da pesquisa.
²-
idem, p.9.
³-
BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília:
MEC/SEESP,2008.
4-
Inclusão. Revista da Educação Especial. V.5,n.1 (jan/jul). Brasília: Secretaria
de Educação Especial/ MEC, 2010, p.14.
Isso mesmo Eli. Os modelos não resistem à realidade com suas diferenças e imperfeições. Gostei da sua análise sobre o texto especialmente porque interpretou e associou com o AEE muito bem.
ResponderExcluirO texto realmente nos leva a (re)pensar sobre nossas atitudes e podemos associa-lo a diversas situações do cotidiano. Gostei da relação que fez com o AEE. Poderemos ter vários alunos com a mesma deficiência, porém, cada um tem a sua própria história, suas especificidades e por isso não há um modelo!
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