sexta-feira, 15 de novembro de 2013




Descrição  e Audiodescrição




http://www.youtube.com/watch?v=22cmg2wNiRs
Na minha opinião a áudio – descrição de os três porquinhos permite ao indivíduo com DV inteirar-se dos clássicos históricos e outros contos da mesma forma que um vidente ao fazer a leitura impressa desse mesmo conto. Mais um instrumento de inclusão social, de acesso ao mundo dos livros sem perder a originalidade e qualidade da obra, é até prazerosa para todas as pessoas independente das condições visuais de enxergar ou não.
Possíveis usos pedagógicos com essa atividade são o desenvolvimento de habilidades de leituras, musical, da criatividade e imaginação; descobrir e vivenciar os sentimentos; conceitos de moradia podendo fazer correlação com experiências práticas da vida real e, as características próprias das pessoas na simbologia dos personagens da estória.

Portanto, o aprendizado em qualquer área do conhecimento com audiodescrição ou até mesmo a participação social como cinema,teatro e outros eventos é de validação para pessoas com deficiência visual.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013




                        



Caixa das cores

É um recurso de baixo custo confeccionado com uma caixa de sapato, tampinhas coloridas de refrigerante, sobras de TNT e emborrachado de cores diversas papelão. Na tampa da caixa existe seis furos circulares com cores diferenciadas em EVA, dispostos em três pares; a parte interna contém subdivisões correspondentes as aberturas circulares feitas na tampa; a quantidade de tampas fica a critério do mediador, mas elas devem  estar associadas as cores dos círculos fixos na tampa da caixa.

Sugestões de aplicabilidade e indicações do mecanismo de aprendizagem:

*Observação do conhecimento prévio que o aluno(a) possui, através do reconhecimento do material  a ser trabalhado. Despertando o interesse pela atividade e avaliando as funções que são atribuídas a caixa.

*Estimulação viso-motora e das funções cognitivas na tarefa de correlacionar as cores das tampas com o local que devem serem depositadas (abertura circular da caixa). Sendo ativadas os mecanismos de atenção, memória, discriminação de cor e percepção tátil e visual.

*Conforme indagações sobre a natureza da atividade realizada e orientações, o aluno(a) retira as tampas da caixa e as reclassifica fazendo a contagem numérica da quantidade das respectivas cores agrupadas. Aí entra a reflexão do resultado da própria ação.

*Considerando a limitação e o potencial do indivíduo pode-se gradativamente aumentar o grau de complexidade da atividade, incluindo tampas de cores que não contém no material e propondo outros desafios, como por exemplo, transferir o aprendizado para outra situação de escolhas pessoais ou realizações de tarefas, como esta simulação ( prof. x aluno ):

-Qual o círculo mais bonito que está na caixa?
 
-Resp.:


-E que cor é o círculo?

-Resp.: 

-Quer desenhar um círculo com essa cor?

-Resp.:

-Então! Pegue o frasco de tinta que você escolheu.

sábado, 28 de setembro de 2013


Fábrica fantástica

Este software é um recurso pedagógico acessível que favorece o desenvolvimento / construção de estruturas cognitivas. O uso dessa tecnologia une, na tela do computador símbolos alfabéticos, imagens, sons, animação gráfica, além de abrir um espaço para o mundo lúdico com personagens, cenários que convidam a criança à criação de historias e produção textual com criatividade e espontaneidade.
Uma outra aplicabilidade diz respeito a organização da linguagem oral e escrita, estabelecendo diferenças entre ambas e ao mesmo tempo possibilitando a ampliação e entendimento do vocabulário, pois o prof. º  deve propor situações em que o aluno seja instigado a expressar oralmente as descrições das imagens e dar asas a imaginação.
Certamente o uso desse material estará exercitando a motivação, atenção, memória, transferência e a metacognição do alunado com DI. As intervenções educativas podem variar conforme possibilidade e interesse do aluno, a citar: criação de estórias (ficção) individual e coletiva, situação - problema que exija do aluno relato das experiências e organização do pensamento operatório, raciocínio abstrato, representação interna e agrupamento de informações, ou seja, é narrado uma estória e depois o discente reescreve conforme a compreensão própria,elaborando esquema conceitual – os elementos essenciais e secundários da narrativa.

sábado, 17 de agosto de 2013


Recurso de Tecnologia Assistiva (TA)
    A coleção A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar ( V.6, 2010, p.8) afirma que “ a TA é uma área do conhecimento e de atuação que desenvolve serviços, recursos e estratégias que auxiliam na resolução de dificuldades funcionais das pessoas com deficiência na realização de suas tarefas.”Ela está organizada nas modalidades de:
    *Auxílios para a vida diária e vida prática;
    *Comunicação Aumentativa e Alternativa- CAA;
    *Recursos de acessibilidade ao computador;
    *Adequação postural (posicionamento para função);
    *Auxílios de mobilidade;
    *Sistemas de controle de ambiente;
    *Projetos arquitetônicos para acessibilidade;
    *Recursos para pessoas cegas e baixa visão, para surdos ou com déficits auditivos;
    *Adaptações em veículos.
    Os recursos podem ser de baixa ou alta tecnologia. O primeiro ( f.1) são os que podem ser construídos com baixo custo, o segundo (f.2) são os adquiridos e possui tecnologia avançada.

 
(figura 1)
                      
    Esta é uma prancha de comunicação. Nela são colocados vários símbolos gráficos que representam mensagens, deve ser feita do tamanho e formato necessários ao usuário. São utilizados materiais variados como fichas de papel, cartolina, isopor, madeira, página de álbum fotográfico ou pasta com sacos plásticos. Na necessidade de um grande número de figuras, a prancha pode dispor de subdivisões,ex.: Na prancha principal contém símbolos para a comida, quando for indicada, uma outra prancha com símbolos relativos a comida deverá ser apresentada), e níveis que são pranchas “debaixo” de pranchas. A escolha do vocabulário dos símbolos é feito de acordo com as necessidades comunicativas .
    Além de pranchas personalizadas existem outras para múltiplos usuários como biblioteca, turma, ambientes escolares, jogos, conteúdos específicos, etc.É importante antes de iniciar o trabalho com os símbolos gráficos que verifique se o aluno já reconhece objetos concretos, miniaturas , fotografias, palavras/ letras, pois o uso da CAA dependerá de habilidades cognitivas para simbolização.


( figura 2 )
    Os vocalizadores são recursos de comunicação que emitem voz gravada ou sintetizada. Sobre as teclas são colocadas imagens como fotos, símbolos, figuras, palavras, letras. Existem vários modelos e diferem quanto à portabilidade, ao número de mensagens, a forma de acesso, a estética e ao custo. Exemplos de vocalizadores: Go Talk, Zygo Talara, Spok 21.
    A escolha do símbolo a ser falado pode ser feita pelo aluno de forma:
   *Direta – o usuário leva uma parte do corpo que tem controle de movimento, ou uma ponteira colocada na boca, mão ou cabeça sobre a tecla desejada e, ao teclar, a mensagem é ouvida por todos;
    *Indireta – também chamada de sistema de varredura automática é usado quando a pessoa não tem habilidade motora de tocar as teclas com precisão. Então um sinal luminoso ou auditivo percorrerá cada uma das teclas e o usuário fará a seleção da mensagem por acionadores ( chaves colocadas em qualquer parte do corpo que possui algum controle ativo. O acionador pode ser ativado com pressão ( tocar a mão, o pé, a cabeça), tração ( puxar o braço), sopro, piscar, sorrir, etc.
    Iniciando o mais cedo possível, os recursos de CAA de alta ou baixa tecnologia, a pessoa com DF manifesta seus pensamentos, sentimentos e desejos, evitando atraso nas habilidades linguísticas, passando a expressar o que deseja. Em consequência elevará a auto estima, a produtividade nos trabalhos escolares, de casa e em situações de lazer possibilitando uma verdadeira inclusão.
    Segundo Bersch e Schirmer ( 2005, p.89 ) “ a CAA é uma  das áreas da TA que atende pessoas sem fala ou escrita funcional... Busca, então, através da valorização de todas as formas expressivas do sujeito e da construção de recursos próprios desta metodologia, construir e ampliar sua via de expressão e compreensão... Dessa forma, o aluno com deficiência, passa de uma situação de passividade para outra, a de ator ou de sujeito do seu processo de desenvolvimento.”¹


_________________________________
¹ Apud. SEESP/SEED/MEC, 2007.Formação Continuada a Distância de Professores para o Atendimento Educacional Especializado- DF, p. 58

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Síntese do AEE fechamento


O professor de AEE na Escola e na SRM

        

 

Dentre as atribuições do professor de AEE, a priori ele está sempre em formação continuada inteirando-se de conhecimentos que são próprios do atendimento ao aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação.Cujo conhecimento permite que integre sua especialidade ao ensino comum de forma complementar ou suplementar, dando suporte na escolarização do seu público alvo nas turmas comuns.

O seu papel trata-se de um atendimento educacional que supri as necessidades particulares do aluno atendido na SRM, ou seja, no espaço onde ocorre esse atendimento e, por sua vez matriculado no ensino regular.Identifica no seu aluno encaminhado à SRM  suas especificidades próprias, elabora um plano que atue em suas necessidades, organiza,cria e adquire equipamentos de apoio ao acesso e participação no ensino regular.O profissional de AEE acompanha o uso dos recursos na sala de aula e demais espaços escolar, orientando o professor (a) do aluno sobre a utilização dos mesmos na facilitação da aprendizagem de conteúdos curriculares,também orienta a família diretamente relacionado ao aluno quanto o recurso que foi planejado.

Vale ressaltar que a proposição do caso é importante no processo de elaboração e execução do plano do AEE, pois são feitos a partir do maior número de informações sobre o aluno em todas as diferentes situações familiar- escolar- social e, do ponto de vista do próprio sujeito estudado.Esse plano é individualizado, contemplando as habilidades que o aluno possui e sinalizando meios que favorecem a aprendizagem, bem como o desenvolvimento global da pessoa em atendimento.

A política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva reforça a compreensão, quanto a função do AEE – “... identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas”. ( SEESP/MEC,2008).Com efeito, o AEE é um serviço da educação especial na perspectiva da educação inclusiva e sua contribuição se torna favorável as práticas inclusivas, oportunizando o acolhimento das diferenças e a participação no ensino comum.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Esse vídeo  documenta na prática a Educação Inclusiva nas escolas brasileiras de norte a sul  do país.Prova que quando todos dão sua parcela de contribuição, a inclusão acontece não apenas no âmbito escolar, mas em todos segmentos da sociedade.


quarta-feira, 22 de maio de 2013


Resumo

No artigo – O que é Educação Inclusiva? – a autora faz uma clarificação do conceito de educação inclusiva ( EI ) nomeando as características de um bom andamento do processo de inclusão. Enfatiza sobre o berço da EI e a política de educação adotada em busca de uma escola de qualidade para todos, diferencia os paradigmas de inclusão evidenciando que não basta incluir o aluno na escola do sistema regular de ensino, mas ofertar suporte que efetive a participação de todos na comunidade escolar.

Referência

MRECH, Leny Magalhães. O que é Educação Inclusiva. Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.Disponível em WWW.inclusao.com.br/projeto_textos 23.htm Acesso em 08/05/2013.
O que é Educação Inclusiva?

Fundamentos legais


 

Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva- 2008

COMENTÁRIO:

 

Trata-se de documento elaborado pelo grupo de trabalho nomeado  pela portaria nº 555/2007, entregue ao Ministério de Educação em 07 de janeiro de 2008.Nele é resgatado fundamentos legais, político – filosófico, portarias e decretos que legaliza a Educação Especial na Educação Básica ao longo dos tempos, inclusive em todas as modalidades de ensino.

 

Resolução nº4, de  2 de outubro de 2009.


COMENTÁRIO:

 São diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial, com função complementar ou suplementar na formação do aluno garantindo a permanência e participação do seu público-alvo: alunos com deficiência; com transtornos globais do desenvolvimento; com altas habilidades/superdotação.

 

 

Decreto nº7611, de 17 de novembro de2011.


COMENTÁRIO:

 

São diretrizes que orienta a implantação do AEE, norteando a prática inclusiva no Sistema Educacional Brasileira  eliminando barreiras para o avanço do desenvolvimento da política  inclusiva.

 

NOVAS TECNOLOGIAS – UMA ESTRATÉGIA EDUCACIONAL


NOVAS TECNOLOGIAS – UMA ESTRATÉGIA EDUCACIONAL

ELIANA SILVA SANTOS

Laranjeiras, 27 de abril de 2013.

    No âmbito da educação a distância ou presencial, as diversas instituições de ensino adotam as tecnologias de comunicação  em seu espaço educacional como instrumento do processo  de ensino – aprendizagem. Com isso, a educação adquire novos direcionamentos metodológicos, desafios e , chega a milhares de pessoas facilitando  a formação educacional. Mas é principalmente na educação a distância, com o uso das tecnologias, que tanto o formador quanto o aluno precisa de uma maior motivação  para realizar um bom trabalho e aprender com qualidade, pois pode gerar o problema do isolamento e improvisação das atividades.

    Parafraseando José Moran¹, “um bom curso a distância ou presencial, sempre será caro, porque envolve qualidade pedagógica e tecnológica.” Faz-se necessário ter: acesso  aos meios telemáticos e saber utilizar as outras tecnologias; equipe técnica e pedagógica capacitados e que saibam estimular os cursistas a formar uma comunidade de pesquisa e comunicação.Exige do aluno curiosidade e participação, organização pessoal por conta da flexibilidade do horário de estudo, disciplina no cumprimento do cronograma das atividades.

    Ainda segundo Moran², “é difícil manter a motivação no presencial e muito mais no virtual, se não envolvermos os alunos em processos participativos, afetivos, que inspirem confiança.” Então cabe saber equilibrar flexibilidade e sensibilidade, valorizar os dois momentos de ensino – aprendizagem: o presencial e o virtual/a distância.

 

Bibliografia

¹ MORAN,José Manuel.O que é um bom curso a distância?Texto publicado no boletim do programa Salto para o Futuro da TV Escola sobre Educação a Distância em 2002 e disponível em WWW.eca.usp.br/prof/moran/www.tvbrasil.com.br/salta%22

Acesso em 23/04/13

²___.Contribuições para uma pedagogia da educação online.In: SILVA, Marco (org). Educação online : teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo: Loyola. 2003. P.39-50. Disponível em WWW.eca.usp.br/prof/moran/contribuições.htm .Acesso em 23/04/13