terça-feira, 24 de junho de 2014

AEE_MET_1aS_Para Refletir

A partir das principais ideias propostas pelo autor do texto “o modelo dos modelos”¹, a prática do Sr. Palomar ( personagem central ) acerca da construção de um modelo “perfeito” não resistiu a realidade dos fatos. A prática das pesquisas demonstra-nos a necessidade de processos adaptativos dos modelos a depender do sujeito/objeto a ser estudado, de tal forma que considerando o desuso padrão o resultado possa estar o mais próximo possível da realidade estudada, possibilitando novas pesquisas, observando o modelo pelo qual o estudo foi feito e se o resultado está convergente com o esperado. Caso contrário só nos resta o que é indicado a Palomar: apagar da mente os modelos e “os modelos de modelos.”²
Fazendo relação com a funcionalidade do Atendimento Educacional especializado (AEE) a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva³, diz que “é um serviço que identifica, elabora, organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas”, mas para a construção do plano do AEE é preciso ter claro a natureza do problema apresentado pelo sujeito do estudo e os encaminhamentos a ser dados. Ressaltando que para cada caso, mesmo que apresente o mesmo tipo de deficiência, o plano deve ser individualizado feito não em cima da deficiência em si, mas nas potencialidades e fragilidades vindo a suprir as limitações impostas pela deficiência. Dessa forma “ o AEE planeja e executa suas intervenções dentro de quadros identitários móveis individualizados, suscetíveis a influências do meio, que não estão restritos a características previamente descritas, diagnósticos e prognósticos implacáveis.”4
Por isso a relevância em desconstruir os conceitos definidos, para construir novos modelos que apresente resultados efetivos as condições concretas do sujeito da pesquisa resistindo a realidade dos fatos.

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¹- Curso de formação continuada de professores para o AEE. UFC/SECADI/UAB/MEC.Versão 2013, “O modelo dos modelos”, ítalo Calvino, 1aS AEE metodologia da pesquisa.
²- idem, p.9.
³- BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP,2008.
4- Inclusão. Revista da Educação Especial. V.5,n.1 (jan/jul). Brasília: Secretaria de Educação Especial/ MEC, 2010, p.14.




domingo, 1 de junho de 2014

Atividade para apoiar o aluno com TEA em seu desenvolvimento

A atividade proposta – Rostos Atraentes – tem seu foco na interação social/ampliação da comunicação e o comportamento do aluno, visto que “o autismo se caracteriza pela presença de um desenvolvimento acentuadamente prejudicado na interação social e comunicação, além de um repertório marcantemente restrito de atividade e interesse.” (UFC-MEC,2010,p.15)



1- Título: Rostos Atraentes.

2- Público alvo: Criança com transtorno Espectro Autista e sem deficiência, a partir de 5 anos.

3- Local de utilização: sala de aula.

4- Material: balões redondos médios e bombas de água, vareta de madeira, pincel atômico, fita adesiva colorida, material descartável, todo tipo de papel, tesoura, cola.

5- Descrição da atividade:
*Realizada com grupo da mesma faixa etária, os participantes recebem um balão grande e vários balões pequenos;
*cada integrante pensa em um rosto alegre, atraente ou que lhe interesse representar;
*prover-se de material, conforme a  idade, para decorar o rosto;
*Os balões pequenos servirão para colocar o nariz, orelhas ou outro acessório se assim se desejar;
*Após feitos os rostos, serão sustentados por pequenas varetas de madeira;
*O mediador fará as vezes de júri, com alguma outra pessoa;
*Fará um círculo apresentando, desta forma os rostos. Todos receberão alguma menção, seja pela criatividade, diversidade, extravagância, ou pelo que seja mais oportuno.

6- Intervenções que o professor mediador poderá realizar para efetivar o desenvolvimento do aluno:
*Se a criança apresentar algum tipo de movimento repetitivo deve tentar dirigir a atenção novamente para a atividade que deveria estar envolvida;
*Persistir até obter atenção e resposta da criança na confecção do rosto,estabelecendo um tempo mínimo de concentração na atividade;
*Através da mediação instigar a criatividade ao inventar rostos;
*estimular a comunicação social durante todo processo de construção e apreciação das apresentações dos rostos fazendo sempre um elogio;
*oferecer uma relação social recíproca com seus pares de forma divertida e espontânea.

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BELISIÁRIO FILHO, J. F.; CUNHA, P. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão EscolarFascículo 9: Transtornos Globais do Desenvolvimento.


VITELLESCHT, Suzana Gamboa de. Brincadeiras de festa: para pessoas entre 3 a 99 anos. Tradução Ivone de Jesus Barreto.São Paulo:Paulus,2002,p.90.