domingo, 23 de fevereiro de 2014


EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ
 
Professora de Língua Portuguesa com dois alunos com surdez, trabalhando na produção de texto, com uso de livros e dicionários.¹
Historicamente a educação de pessoas com surdez são marcadas por atitudes preconceituosa, discriminatória e de segregação social / educacional. Conforme Damázio (2005), até o final da Idade Média a pessoa surda (PS) era considerada como” incapazes de gerenciar seus atos”, meados da Idade Moderna é que tal concepção começa a ser ressignificada, despontando à luz da Pós-Modernidade a validação e o reconhecimento da pessoa com surdez como Ser Humano dotado de capacidades e potencialidades como as demais pessoas.
Muitas escolas comuns, mesmo diante do paradigma educacional da inclusão encontra-se pautada ainda no modelo integracionista / adaptativa, desconsiderando que mesmo que a deficiência imponha restrições num aspecto sensorial, há possibilidades em outros. Nesta perspectiva de Inclusão, Damázio (2005 b, p. 113) afirma que “mais do que uma língua, as pessoas com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade cognitiva desses alunos.” Com as tendências educacionais desenvolvidas – oralismo, comunicação total e bilinguismo – persistem nos meios educacionais,
 
Um embate político e epistemológico entre os gestualistas e os oralistas, que tem ocupado lugar de destaque nas discussões e ações desenvolvidas em prol da educação de pessoas com surdez, responsabilizando o sucesso ou o fracasso escolar com base na adoção de uma ou de outra concepção com suas práticas pedagógicas específicas.                                                   ( Damázio; Ferreira, 2010, p. 47)
 
 
 
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¹ Foto 16 da p.18, do livro Coleção A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar,                                                              v.4,2010.
 
Certamente não se pode focar o problema educacional apenas na aquisição uma língua ou de outra, mas na necessidade de um trabalho voltado para a  inclusão que inclui de verdade, proporcionando um ambiente escolar acessível em todos os aspectos  com mudanças estruturais e utilização de  práticas pedagógicas eficazes na participação da PS no processo educativo, além de assegurar uma aprendizagem efetiva. Após “romper com os vários empecilhos, que, segundo Damázio (2005), impedem o desenvolvimento e provocam a repetência e a evasão, ocasionando o fracasso escolar”... Então será oferecido  uma escola comum de qualidade a todos os alunos.
 
 
REFERENCIAL TEÓRICO
 
 
DAMÀZIO, Mirlene Ferreira Macedo. Educação Escolar da Pessoa com Surdez: uma rápida contextualização histórica. 2005ª. Mimeo.
 
____. Educação escolar Inclusiva das Pessoas com Surdez na Escola Comum: Questões Polêmicas e Avanços Contemporâneos. In: II Seminário Educação Inclusiva: Direito à Diversidade, 2005b, Brasília. 2005. P. 108 – 121.
 
____; FERREIRA, J. de Paulo. Educação Escolar de Pessoas com Surdez – Atendimento Educacional em Construção. Inclusão: Revista da Educação Especial / SEE / MEC, Brasília, v. 05, n. 01, p. 46-57, Jan./jul. 2010. ISSN 1808-8899.


Um comentário:

  1. Sua postagem deixa claro que a pessoa com surdez não é um incapaz, mas que muitas escolas inda não valorizam as potencialidades desta.

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